quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tempo de mudanças.

É preciso que aos professores sejam criadas condições que possibilitem novas formas de pensar,considerando que,historicamente foram formados para pensar intelectualmente apenas para atender as necessidades do Estado,favorecendo a manutenção do “status quo”.
Sem dúvida,as contribuições de vários autores,tais como Paulo Freire,possibilitando novas formas de pensar sua prática,para que,pensando criticamente possa ser capaz de criar uma pedagogia que se torne crítica,mas que não apenas relatem os problemas e sim,busquem alternativas a partir da radicalização de seus pensamentos e ações.
Novas possibilidades para facilitar e ampliar a prática educativa precisam ser estudadas ou melhor utilizadas a favor de uma educação de qualidade,o professor precisa conhecer e dominar as tecnologias em benefício da sua profissão de educador,abrindo seus horizontes e despindo-se de preconceitos e atitudes ultrapassadas.A formação do professor é um processo contínuo e dinâmico, a formação inicial não pode ser pensado como algo definitivo, pronto.Existe uma convivência com outras pessoas que pensam diferente e podem ajudar a melhorar a cada dia a prática docente de um educador que se entregue a aprender coisas novas.A formação do professor não termina ,ele pode ter mais certificações ser especializado, o que configura uma tecnificação do professor,mas mesmo com todas as certificações e escolaridades,o professor é formado,principalmente,nas relações que são estabelecidas no cotidiano escolar,ao longo de sua trajetória enquanto docente.
Vivemos um tempo de mudanças de transformações e o homem a cada dia vai se modificando à luz desta realidade.Os avanços científicos e tecnológicos mostram-nos que essas mudanças são irreversíveis e só tendem a aumentar.

Para refletir.

“Ninguém ensina ninguém, ninguém se auto-ensina, todos aprendem interagindo em propostas de conhecimento eminentemente humanistas”.(Paulo Freire)

Dicas

Cito agora alguns exemplos de estratégias para desenvolver competências e habilidades de pesquisa e de como estabelecer uma relação ética com o conhecimento produzido por outros autores:
O professor deve ter conhecimento prévio sobre o assunto que irá pedir a pesquisa;Levar a pesquisa para a escola (realizada pelos alunos) e objetivamente ajudar a selecionar os conteúdos a fim de transformar os textos pesquisados em conhecimentos úteis, analisando criticamente o assunto;Jamais pedir uma pesquisa que não poderá ser avaliada;Promover projetos pedagógicos dinâmicos com a utilização de ferramentas conhecidas pelos alunos, favorecem a auto-estima e autocriação. Ex.: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/volta04.htmPromover trabalhos de leitura de textos do mesmo autor, sua vida e obra; Ex.: http://educativo-blog.blogspot.com/...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Educação e acesso à internet estão cada vez mais integrados

O estudo recém-divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 32,1 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2005, o que significa que 79% da população nunca teve contato com a rede. Parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, dados mostram ainda que brasileiros que não usam a rede são mais velhos, têm menos estudo e ganham menos que os acostumados a usarem a web em casa ou no trabalho. Segundo a pesquisa, o internauta médio brasileiro tem 28 anos, sendo 10 vividos como estudante e tem ganho médio de R$ 1 mil, enquanto o sem acesso ultrapassa os 37 anos, com apenas cinco anos de estudos, recebendo, em média, R$ 333 mensais. Entre os motivos listados pela falta de hábito em acessar a internet, foram citados o alto preço do computador (37,2%), a não-necessidade ou desejo (20,9%) e a falta de instrução (20,5%). A relação entre educação e acesso à internet fica ainda mais evidente na comparação de acesso à rede entre brasileiros que estudaram e não: enquanto 76,2% dos que estudaram 15 anos ou mais usam a rede, apenas 2,5% dos que tiveram até quatro anos de educação tiveram o mesmo privilégio. O meio de acesso doméstico também reflete a condição socioeconômica brasileira, com acessos por modem (52,1%), mais populares que os feitos por banda larga (41,2%). O uso da internet no país se mostrou também uma tendência esmagadoramente jovem, com a taxa aumentando sensivelmente à medida que a faixa etária diminuía. Dos internautas entre 15 e 17 anos, 33,3% já haviam usado a rede, enquanto a taxa caiu para 7,3% entre os com mais de 50 anos. Por sexo, o masculino está à frente com 22% e feminino, 20,1%. Geograficamente, as regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%) apresentam taxas de uso de internet que dobram em relação aos do Nordeste (11,9%) e Norte (12%). Mesmo que estados como São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%) tenham ultrapassado a média nacional, foi o Distrito Federal ficou na liderança, com 44% de sua população concectado. Como reúne dados de 2005, o Pnad não registra mudanças na população on-line brasileira de programas de inclusão digital, como o computador para todos ou a popularização da banda larga, que cresceu 40% no número de pontos em 2006, segundo empresas especializadas. Conclusão: ao lado da informatização, o país reclama reforma profunda da educação nacional para que cada criança tenha escola de qualidade, em horário integral, e com ensino fundamental de excelente nível. É justamente o que propõe o plano de educação nacional já em estudo desde o primeiro governo Lula (2002-2006). Mas a questão do salário justo para o corpo docente é fundamental e dela os governantes ainda não cuidaram. País algum pode progredir sem professores com remumeração digna.