terça-feira, 16 de junho de 2009

Educação e acesso à internet estão cada vez mais integrados

O estudo recém-divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 32,1 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2005, o que significa que 79% da população nunca teve contato com a rede. Parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, dados mostram ainda que brasileiros que não usam a rede são mais velhos, têm menos estudo e ganham menos que os acostumados a usarem a web em casa ou no trabalho. Segundo a pesquisa, o internauta médio brasileiro tem 28 anos, sendo 10 vividos como estudante e tem ganho médio de R$ 1 mil, enquanto o sem acesso ultrapassa os 37 anos, com apenas cinco anos de estudos, recebendo, em média, R$ 333 mensais. Entre os motivos listados pela falta de hábito em acessar a internet, foram citados o alto preço do computador (37,2%), a não-necessidade ou desejo (20,9%) e a falta de instrução (20,5%). A relação entre educação e acesso à internet fica ainda mais evidente na comparação de acesso à rede entre brasileiros que estudaram e não: enquanto 76,2% dos que estudaram 15 anos ou mais usam a rede, apenas 2,5% dos que tiveram até quatro anos de educação tiveram o mesmo privilégio. O meio de acesso doméstico também reflete a condição socioeconômica brasileira, com acessos por modem (52,1%), mais populares que os feitos por banda larga (41,2%). O uso da internet no país se mostrou também uma tendência esmagadoramente jovem, com a taxa aumentando sensivelmente à medida que a faixa etária diminuía. Dos internautas entre 15 e 17 anos, 33,3% já haviam usado a rede, enquanto a taxa caiu para 7,3% entre os com mais de 50 anos. Por sexo, o masculino está à frente com 22% e feminino, 20,1%. Geograficamente, as regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%) apresentam taxas de uso de internet que dobram em relação aos do Nordeste (11,9%) e Norte (12%). Mesmo que estados como São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%) tenham ultrapassado a média nacional, foi o Distrito Federal ficou na liderança, com 44% de sua população concectado. Como reúne dados de 2005, o Pnad não registra mudanças na população on-line brasileira de programas de inclusão digital, como o computador para todos ou a popularização da banda larga, que cresceu 40% no número de pontos em 2006, segundo empresas especializadas. Conclusão: ao lado da informatização, o país reclama reforma profunda da educação nacional para que cada criança tenha escola de qualidade, em horário integral, e com ensino fundamental de excelente nível. É justamente o que propõe o plano de educação nacional já em estudo desde o primeiro governo Lula (2002-2006). Mas a questão do salário justo para o corpo docente é fundamental e dela os governantes ainda não cuidaram. País algum pode progredir sem professores com remumeração digna.

Um comentário:

  1. Olá Rosi,
    Valeu pela criação do espaço, espero que sua turma aproveite bastante. Abraços!

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